quarta-feira, 24 de abril de 2013


Baixo
É o timbre masculino mais grave. Possui grande extensão de graves, passeia por eles com destreza e clareza. A sua extensão mais comum vai de E2 ao E4 (E1 ao E3). Contudo há muitos baixos que possuem mais graves.

Tipo de baixo:
·         Baixo Ligeiro;
·         Baixo barítono;
·         Baixo cantante;
·         Baixo profundo;
·         Baixo super profundo;

Baixo Ligeiro

Timbre raro e leve. Utilizado em papéis buffos e de coloratura. Utilizado a priori em personagens de deuses e pessoas misteriosas. Mas futuramente em papéis de idosos e pais. A ópera Dom Giovanni conta com um baixo em seu papel principal. Sua extensão mais comum parte de um F2 ao F4 (F1 ao F3) podendo, raramente, chegar ao A4 (A3). Região central volumoso. Seus graves são o que o diferencia do barítono.

Ruggero Raimond, na ópera O barbeiro de Sevilha, La Calunnia - Rossini


Baixo Barítono

É um timbre intermediário, se assemelha muito com o barítono.  Possui maior dramaticidade se comparado com o baixo cantante. Na ópera Carmen temos Escamilo, personagem que se encaixa perfeitamente neste timbre. Muito utilizado por Wagner em suas óperas.

Escamilo e Don Jose , ópera Carmen, Bizet.


Baixo Cantante

É o timbre mais comum entre os baixos, principalmente na atualidade.  Sua extensão parte de um E2 ou F2 e pode atingir um F4 ou F#4.  Seus agudos são escuros, redondos e harmoniosos. Possui um legato expressivo. Apto para coloraturas. Sua região media possui potência com grande variedade de cores. Caminha de uma sonoridade aveludada com som suave e doce ao áspero e metálico.  Grande agilidade nos graves perfeito para papéis barrocos e renascentistas.

Ezio Pinza em Dormirò sol nel manto mio regal - Don Carlo - Verdi


Baixo Profundo

Um dos timbres mais graves e pesados da voz masculina. Intenso. Imponente. Possui tessitura que parte de Bb0 ao E4. Agudos metálicos com grande amplidão sonora. Cor áspera e pouco harmoniosa. Região central escura, que chega a prejudicar a dicção. Graves cavernosos cobiçadíssimos.

Cesare Siepi - Leporrelo - Don Giovanne - Mozart.


Baixo Super profundo
Este sim é o timbre mais grave da voz masculina, possui uma extensão de duas oitavas abaixo da média partindo do C0 ao C3. Agudos com grande amplidão sonora, cor áspera e metálica, sem facilidade para legatto. A região central é escura, assim como o baixo profundo, possui dificuldades na dicção. Não há repertório próprio pra este timbre. A nota mais grave que temos em repertórios é um D2 em Osmin personagem de Mozart.

Ivan Rebroff - Ave Maria - Gounod 


Apreciem sem moderação.
Até a próxima!!!
Jhon Paker


domingo, 21 de abril de 2013


Barítono
Voz masculina intermediária. É o timbre masculino mais comum. A palavra barítono tem origem grega e significa som profundo, da mesma forma que a palavra Tenor, que significa sustentar. O barítono possui uma extensão que vai de um G2 ao G4. Lembrando que esta extensão não é lei, ela pode variar de um cantor para o outro. O que nos leva as subdivisões deste timbre.
·         Barítono ligeiro;
·         Barítono lírico;
·         Barítono alto;
·         Barítono dramático;
Ateremo-nos a estas subdivisões.


Barítono Ligeiro
É o mais leve dos barítonos, voz clara e suave. Sua extensão vai de um G2 ao Bb4 (notação americana). Muito utilizado na ópera francesa. Possui grande extensão de agudos, com grande volume. Os médios possuem a emissão anasalada, e os graves se caracterizam por sua baixa intensidade e clareza.



Barítono Lírico
É o timbre típico dos barítonos. Voz escura e aveludada. Flexível. Seu registro de agudos é pobre se comparado com os demais barítonos, contudo é aveludado e harmonioso. Seus médios são excelentes, ou melhor, estão aptos para declamações e papéis falados. Já nos graves possui uma intensidade média.

Giuseppe Taddei, na ópera O Barbeiro de Sevilha - Rossini.




Barítono Alto
Expressivo. Metálico. É um timbre dramático. Agudos seguros e com expressão. É um típico barítono de Verdi. Grande extensão para agudos. Seus médios produzem uma resposta sonora com maior vigor, se comparado aos demais registros. Passeia tranquilamente do registro de graves ao de agudos. Graves muito seguros.

Toreador  - Carmem de Bizet.


Barítono Dramático
Sua extensão compreende do F1 ao G3 (F2 ao G4). É o mais pesados dos barítonos. Possui grande intensidade e dramaticidade. É escuro e metálico. Possui um registro de agudos pobre se comparado aos demais barítonos. Seus médios são ricos e de carácter metálico. Possui um registro generoso de graves com cor e potência.

Keith Harris, na ópera Otello da Verdi.



Em breve postarei o vídeo que falta. 

Jhon Paker.

quarta-feira, 17 de abril de 2013


Tenor
O tenor é a voz masculina que possui maior extensão para agudos podendo atingir até um F5. É claro que isto pode variar de um interprete para o outro. A nota mais grave que esta voz pode atingir é um Bb 2.
A palavra tenor significa sustentar, esta voz é utilizada no meio operístico em papéis principais, protagonistas. É claro que há exceções, como na ópera Dom Giovanni de Mozart.
Tipos de Tenor
·         Tenor Ligeiro;
·         Tenor Lírico;
·         Tenor Spinto;
·         Tenor Wagneriano;
·         Tenor Dramático;
·         Contra tenor;
Tenor ligeiro
Possui uma região riquíssima de agudos, chegando a atingir um C5 na voz de peito. Possui flexibilidade e agilidade em seus agudos. A região média é ágil e clara. Não possui intensidade. Seus graves são de pouco peso, contudo os possui. Pode utilizar-se da técnica de coloratura.

Ruan Diego flores, na primeira ária do personagem Almaviva - O barbeiro de Sevilha - Rossini.


Tenor Lírico
É o timbre mais comum nos tenores. Possui uma tessitura que vai do C3 ao C5. É um timbre redondo e belo. Possui agudo com uma facilidade imensa para legatos, com agilidade e expressividade, é também rico em harmônicos. Não possui extensão para coloratura. Seus graves possuem uma sonoridade mais forte.

José Carreras na ópera La forza del destino de Verdi.



Tenor Spinto
Voz metálica e robusta. Assemelha-se ao tenor dramático. É uma classificação pouco conhecida. Chega a atingir um C5, na voz de peito. Enquanto um tenor dramático atinge apenas um B4.

Franco Correlli canta Granada.


Tenor Wagneriano
Tenor específico para as óperas de Wagner. Possui agilidade e destreza impressionante. As óperas de Wagner têm como uma de suas características o cromatismo, que as tornam de difícil execução. Pode-se dizer que este timbre é uma extensão do tenor dramático.

Tenor Dramático
Timbre raro, robusto, voz metálico e às vezes áspero. Seus agudos são potentes e pesados, podendo ultrapassar, perpassar o peso da orquestra. A região central é escura, de grande intensidade e vigor. A região grave é excepcional.

Jonas Kauffman como Parsifal na ópera de Wagner.



Contra Tenor
Voz raríssima. Na antiguidade a classe que substituía este timbre eram os castratis, dos quais podemos citar Farrineli. É um timbre que possui agudos que invadem o campo do soprano. Possuem uma extensa tessitura e uma riqueza inigualável nos agudos.

Evandro Oliva - Laschia ch'io pianga - Handael




Obs.: Não há palavras para descrever a beleza deste timbres. Trago a vocês pequenas descrições para que se situem apenas. Ouçam os vídeos e procurem enxergar a riqueza de cada timbre.




terça-feira, 16 de abril de 2013


Vozes masculinas

Assim como vimos nas vozes femininas, as vozes masculinas se classificam em três. São elas:
·         Tenor: é a voz masculina mais aguda, possui amplas subdivisões. É uma voz que possui belos agudos.

   A seguir Luciano Pavarrotti, na ópera Tosca - Puccini.






·         Barítono: é a voz intermediária. Suave e doce. Caminha com destreza entre tenor e baixo.
   A seguir Thomas Hampson na ópera O Barbeiro de Sevilha - Rossini.


·         Baixo: é a voz mais grave. Possui graves imponentes. Harmônicos lindos, voz aveludada. 
   Segue James Morris em Die Wlaküre - Wagner.

sábado, 13 de abril de 2013

Contralto


É o timbre feminino com maior extensão para graves. É uma voz rara, muitos dos papéis escritos para esta voz são interpretados por uma Mezzo-soprano dramático. Ao ouvir o contralto, as vezes, temos a impressão de que estamos ouvindo uma voz masculina. Apesar de raro conhece-se dois tipos específicos deste timbre.

São eles:
·         Contralto profundo;
·         Mezzo-contralto;

As principais características que podem ser destacadas neste timbre são seus agudos obscuro, perfeitos em harmônicos, região média é ampla, ágil e flexível, e seus graves por vezes assemelham-se ao barítono podendo alcançar até um C3.

Contralto Virago

Uma voz raríssima, uma anomalia anatômica. Sua extensão estende-se da extensão de A2 a C7. O caso mais conhecido é o de Yma Sumac, que desenvolveu um reportório todo especial.
Veremos duas interpretes, uma delas vocês já conhecem.

Nathalie Stuzamann em Lacscio ch'io pianga de Händel. 


Yma Sumac - Contralto virago

Referências:
1) Google
2) Wikipédia
3) Youtube

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Mezzo-soprano


Hoje falaremos um pouco das mezzo-sopranos. Apreciem sem moderação...

Esta é a voz que se encontra entre o soprano e o contralto. O contralto legítimo é muito raro, desta forma, a maioria dos papéis que se destinam aos contraltos são executados pelas mezz-sopranos.

Vejam suas principais classificações, são três:
  • Ligeiro;
  • Lírico-coloratura;
  • Dramático;
Mezzo-soprano Ligeiro


É o timbre mais leve entre os mezzos-sopranos, de pouca intensidade, voz clara e ágil, está mais próxima dos sopranos, sua cor é clara com pouco metal e geralmente muito flexível. Possui certa desigualdade de registros. Quase sempre está associada aos papéis de coloratura. Voz muito flexível. Seus agudos são leves e de pouca intensidade, os médios possuem muita flexibilidade e é rica em harmônico, sonoridade harmônica e aveludada. Os graves de fácil emissão do peito e como uma cor mais forte.

Papéis em óperas:


·          Berenice, na homônima ópera de Gluck;
·         Maliká, em Lakmé, de Leo Delibes;
·         Stefano, em Romeo et Juliete, de Charles Gonoud;
·         Siebel, em Faust, de Charles Gonoud;
·         Hansel, em Hansel und Gretel, de Humperdinck;
·         Charlotte, em Wether, de Jules Massenet;

Curiosidade: A cantora gospel Aline Barros é Mezzo-soprano ligeiro.

Segue Ketevan Kemoklidze, na ária "Faite lui mes aveux" de Gounod, da ópera Faust. O ária se destina a personagem Siebel, e foi escrita para mezzo-soprano ligeiro.




Mezzo-soprano Lírico e Lírico-coloratura


É um timbre quente muito próximo do soprano, cuja passagem em voz plena encontra-se habituada, frequentemente, entre o Mi4. Possui grandes capacidades na região aguda como a emissão de tons agudos aflautados, normalmente vibrantes e potentes. Tem grande capacidade para a execução de passagens rápidas e ágil domínio em coloraturas. Ainda é possível incluir na categoria o "mezzo-soprano acuto" timbre luminoso com a emissão mais aguda e virtuosa. Denomina-se "lírico" pela passagem de soprano-lírico para contralto-lírico, em alguns casos dominando esses dois tipos de vozes, teoricamente, sua extensão na zona de conforto situa-se do Lá2 ao Dó5, apesar de mezzo-sopranos mais qualificadas apresentarem extensões maiores na amplitude grave ou na amplitude aguda.

Personagens:

·         Rossina, O barbeiro de Sevilha de Rossini;
·         Dona Elvira, Don Givanni, de Mozart;
·         Angelina, em La Cenerentola, de Gioacchino Rossini;
·         Isabela, em L’italiana in Algeri, de Gioacchino Rossini;


Segue Cecília Bartoli (Mezzo-soprano lírico-coloratura) e o barítono Thomas Hampson no dueto entre Zerlina e Don Giovanni, da ópera Don Giovanni, Mozart:




Mezzo-soprano Dramático

É uma voz bastante extensa e de grande intensidade, com agudos vibrantes. Expressa figuras femininas de forte personalidade.

Personagens:

  • Amnerís, ópera Aída, de Verdi;
  • Ortruda, ópera Lonhengrin, de Wagner;

Registro

Registro agudo é vibrante, possui riqueza de cores e de sons aveludadamente potentes e amplamente sonoros.
Registro central é vigoroso, escuro, de personalidade sonora enérgica e efetivamente dramática.
Registro grave pode alcançar a tenebrosa potencia do contralto através da fácil emissão de peito, com uma cor atenorada.

Segue Dolora Zajick em Aída de Verdi, Amnéris:


Referências: CD Formação de plateia

terça-feira, 9 de abril de 2013

O Soprano

São eles:
  • Coloratura ou Ligeiro;
  • Spinto;
  • Dramático;
  • Wagneriano;
  • Lírico;
Falaremos de cada um deles em particular. Gostaria de os convidar a conhecerem também a página do Conservatório Municipal de Música Heitor Villa Lobos, segue o link: conservatorio3pontas.blogspot.com.

Vamos lá....

Soprano Coloratura ou Ligeiro

Como o próprio nome diz, este tipo de soprano se caracteriza pela destreza que as possuidoras desta voz possuem. É a voz mais agudas dos sopranos. A destreza a que me refiro está presente na belíssima desenvoltura que as mesmas possuem nas notas agudas. Como exemplo temos a soprano ligeiro Maria Callas, interprete presente no vídeo que postei exemplificando a voz. A ressonância se dá na região craneana. Os graves são fracos. 
O nome coloratura se dá pelo fato de se cantar uma mesma vogal em várias notas diferentes. Segue em vídeo Diana Damrau, interpretando a Rainha da noite, na ópera A Flauta Mágica de Mozart. Está é uma ária muito conhecida. Apreciem.

Soprano Spinto

Voz com caráter mais dramático que o soprano lírico e coloratura. Possui o mesmo brilho para as notas agudas. Sons mais encorpados, principalmente os graves, que são bem generosos e encorpados. Puccini e Verdi, dois grandes compositores de ópera compuseram papéis marcantes para este tipo de soprano. Como exemplo podemos citar:
  • Aída - Verdi;
  • Tosca - Puccini;
  • Santuzza - Cavaleria Rusticana de Mascagni;
Como interpretes temos: Matina Arroyo, Emma Eames, Renata Scoto, Claudia Muzio, Violetta Villas, entre outras. Segue Violetta Villas em Libiano de La Traviatta de Verdi. 


Soprano Dramático

Voz rara, atua geralmente em papeis mais longos que exigem dramaticidade, possui um peso excepcional. Possui grande intensidade de declamação e potência também. Utilizada para personagens de grande maturidade, ou do cunho trágico. Como exemplo citaremos Donna Ana em Don Giovanni. 

Citemos algumas: Anita Cerquetti, Gina Cigna, Eva Marton, Jessye Norman, Katlin Mattlin, entre várias outras.
Segue Anitta Cerquetti em La Forza del destino, de Verdi, ária Pace mio dio.



Soprano Wagneriano

Soprano presente nas óperas de Wagner, pode-se dizer que ele revolucionou a ópera. Falaremos dele e estudaremos um pouco de sua vida em breve. Este timbre possui intenso volume e uma larga gama expressiva. Afinal as óperas de Wagner são muito complexas para o executante. Potência excepcional e resistência invulgar.

Como o próprio nome diz encontramos as interprete desta voz nas óperas de Wagner. 
Citemos algumas: 

  • Astrid Varnay;
  • Birgit Nilsson;
  • Elizabeth Ohms;
  • Gertrud Grob-Prandl;
  • Hildegard Behrens;

Segue Birgit Nilsson, em Tristão e Isolda, ária Liebestod.


Soprano Lírico


Voz leve e fluente. O oposto do soprano dramático. Voz típica do soprano, sonora e abeludada, igual no vários registros. Facilidade nos legatos e pouca virtuosidade para coloratura. 

Citemos algumas interpretes:
  • Adélia Issa;
  • Agnes Zaire;
  • Lara Fabian;
  • Bárbara Fritolli;
  • Bárbara Hendricks;
  • Carmen Monarcha;
  • Cherryl Studer;
Segue Carmen Monarcha, ária O mio babbino Caro de Puccini. Carmen está se apresentando com o violinista e maestro André Rieu.